13.1.07
Silêncio amor
Silêncio.
Ouve o som dos olhos.
Os carros apressados, as ruas, as paradas, as esquinas, a lua tardia.
Silêncio.
Ouve minha lágrima formando-se.
Meu desejo, meu corpo, minhas mãos conversando com as tuas,
as luzes se apagando, as televisões solitárias ao longe.
Silêncio.
Ouve nossos mais profundos medos desaparecendo.
Nossa moral, nossa vergonha, nosso orgulho,
adormecidos, quando nossos perfumes se confundem.
Silêncio.
Ouve o silêncio da nossa única verdade.
Nossa historia não contada, nossa felicidade negada, nosso pobre sonho de ser feliz partindo.
Silêncio.
É só a noite, o vento e a neblina, são só os passaros, as flores da madrugada,
os cantos da escuridão, nossa dispar natureza conversando, nossa única pureza, nosso maior pecado de termos nos amado contra tudo.
Silêncio amor.
Silêncio.
6.1.07
Poemas de Amor, o site de resgate a cultura.
Sinto-me gratificada em dedicar uma parte de meu tempo nesta integracão junto a poetas de todas as idades, que buscam expor teus trabalhos e sonham com o reconhecimento literário.
É fantástico ver os participantes que disseram jamais terem escrito, nos premiarem com belos textos,poemas, contos, etc, é como se fosse o combustível que alimenta um jatinho que com vôos planos, plaina pelas planícies descobrindo horizontes... e mais que isto... junto a uma tripulação onde sonhos se tornam metas cada vez mais alcançáveis.
Também venho reiterando junto ao Ministério de Educação e Cultura ( MEC) no Brasil e nos órgãos competentes de Portugal para que o Site Poemas de Amor seja abrangido, como Site Cultural.
Esta semana gostaria de divulgar das Tri-Campeã e Bi-Campeã, nos concursos literários, que foram unanimente também eleita as " MUSAS DO SITE POEMAS DE AMOR"
Partilho aqui com os leitores e amigos o talento destas duas jovens, que com amor e dedicação colore as páginas de noso site.
Senhora Morrisom
Insanna
O dia em que te trai
O tempo passou
Olho o meu redor
Anestesiado, esfumaçado
Vazio, diferente
Há tanto espaço,
Entre essas paredes
Não há outros passos pela casa
Só o meu arrastar
Sentada ao chão entre as colunas
Vejo tudo
Na penumbra da noite
As imagens de seu rosto
Suas expressões...
Ouço seu riso
Fria noite a desolar-me
Não encontro seu cheiro em meu lençol
O telefone continua desligado
Concentro-me a buscar
Vestígios
Do fantasma desse amor
A apavorar-me
Em saudade
Faz tempo
Mas já não importa
Esta semi-vida terá seu fim
No dia de minha traição
Onde encontrarei enfim a satisfação
Do fim...
E na paz de uma outra realidade
Beijarei a morte
E me deixarei levar
Em seus braços.
Amor de minha vida...
Amor de minha morte...
Senhora Morrison - Quinta 31/08/2006 - 10:32
A morte de um poeta
Nesse vazio,que agora mergulho
Afogo-me na tua sombra..que ronda
a minha vida sem avisar
E nesse mar de tantas ilusões,eu acho
a morte,por não saber nadar.
E assim o amor,mata mais um poeta!
que de tão ingênuo,não soube remar...
afogado de tristeza,abandonou sua poesia,
por não saber mais,o amor, rimar..
Chora poeta..chora a tua própria morte!
Liberta aos poucos essa dor..
Faça mais um poema (o último)
O teu último ato de amor!
Dos meus olhos,descem lágrimas,
Lavam a minh'a alma de dor..
Chamo de volta a minha inspiração
Mas, não faço mais nada,
Trago nas minhas mãos,
um coraçao desfeito
Que não soube amar direito
E apenas por um momento,
Nesse momento de dor..
Descubro que mato o poeta,
que vive em mim
procuro as sobras..
preciso recomeçar..
O que sobrou de mim?
Um coração ferido,
para alguém cuidar.
InSaNnA - Quarta, 05/07/2006 - 13:57
Copyright: Todos os direitos reservados em nome dos respectivos autores .
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
Agradecendo o apoio de Milbs, o carinho de Rose desejo uma axecelente semana a todos leitores, convidando-os a virem fazer parte desta nossa família de poetas no site.
Fernanda Queiroz