Silêncio.
Silêncio.
Ouve o som dos olhos.
Os carros apressados, as ruas, as paradas, as esquinas, a lua tardia.
Silêncio.
Ouve minha lágrima formando-se.
Meu desejo, meu corpo, minhas mãos conversando com as tuas,
as luzes se apagando, as televisões solitárias ao longe.
Silêncio.
Ouve nossos mais profundos medos desaparecendo.
Nossa moral, nossa vergonha, nosso orgulho,
adormecidos, quando nossos perfumes se confundem.
Silêncio.
Ouve o silêncio da nossa única verdade.
Nossa historia não contada, nossa felicidade negada, nosso pobre sonho de ser feliz partindo.
Silêncio.
É só a noite, o vento e a neblina, são só os passaros, as flores da madrugada,
os cantos da escuridão, nossa dispar natureza conversando, nossa única pureza, nosso maior pecado de termos nos amado contra tudo.
Silêncio amor.
Silêncio.
13.1.07
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Um comentário:
Na primeira página temos hoje um destaque que foi observado por um expert acadêmico em Licenciatura de Musica.
Esperamos que os contatos sejam efetivados e que possamos ouvir o embalo musicado do silencio.
Parabéns Ricardo Felipe
Fernanda Queiroz
Musicar a poesia
Parabéns pela profunda inspiração!
Gostei muito da poesia!!!!!!!!!
Gostaria de criar uma música em cima da letra.
Leonardo Chalana – Sábado, 13/01/2007 – 19:10
Leonardo Souza Lopes
Grau Académico
Licenciatura em Música
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